Viajei em um dinossauro até a Era
deles. O transporte era muito rápido e a viagem muito longa. Demorou horas para
chegar. Falando a verdade, até que foi legal viajar a 1000 km por hora.
Sozinha e
morrendo de fome, não podia nem parar para beber água. Quando cheguei enfim,
não acreditei que tinha dinossauros. Pensei que fosse tecnologia, sabe como é...
aqueles robôs que ficam andando com o controle remoto. Toquei pra ver se era
verdade e pum! Quase que um deles me comia.
Desesperada,
não sabia o que fazer. Entrei numa caverna. Comecei a gritar. Havia um morcego,
mas graças a Deus aquele homenzinho estava lá, gorducho como sempre. Dei-lhe o
nome de Emanuel, e lhe perguntei:
- Quando
você vai voltar?
Ele
respondeu: - Uga, uga...
Eu não
entendi nada. Vixe! O local era de dar medo, com dinossauros por toda parte,
vulcões e cavernas.
O cardápio
de Emanuel era muito ruim, na verdade horrível: comia 50 dinossauros em um só
dia! E eu pobrezinha, apenas um no máximo.
Ah! Não
agüentei e dei uma dieta para ele: um dinossauro e meio. Ele também não
agüentou. Emanuel fazia de tudo para comer, e queria apenas sobreviver naquela
terra inóspita.
Depois de
alguns dias, resolvi voltar. Não era bem a minha praia, e pensei que o presente
é de fato uma dádiva.
Viva o
presente intensamente, pois o passado pode ser bem menos interessante do que
você pensa.
Hauane
Maria
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